A Teoria do Estigma Jurídico Estrutural (TEJE) nasceu da necessidade de compreender como o sistema jurídico brasileiro, longe de ser um garantidor universal de direitos, atua muitas vezes como um produtor sistemático de exclusão e invisibilidade. Nos volumes anteriores, exploramos como esse estigma opera no sistema prisional, na população de rua, na inadimplência e na violência policial. No entanto, para que a TEJE alcance sua plenitude analítica, é imperativo que ela incorpore a lente da interseccionalidade. Este Volume 6, intitulado "Gênero, Raça e Estigma Jurídico: Interseccionalidade na TEJE", propõe-se a investigar como as diferentes categorias de opressão e estigmatização - raça, gênero, classe, orientação sexual, identidade de gênero - não apenas se somam, mas se fundem e se potencializam através das estruturas jurídicas.