Esta monografia examina a transformação da política monetária do Paquistão entre 1960 e 2007, analisando a evolução de controlos administrativos para quadros orientados para o mercado através de metodologias de auto-regressão vetorial e análise institucional. São três as conclusões. Em primeiro lugar, o canal da taxa de câmbio dominou a transmissão monetária, reflectindo a dependência estrutural das importações e a pouca profundidade dos mercados financeiros, em vez dos mecanismos convencionais de oferta de moeda. Em segundo lugar, a inflação reduz significativamente a produtividade do trabalho com desfasamentos de 15 meses, demonstrando que a política monetária afecta o crescimento a longo prazo para além da estabilização. Em terceiro lugar, o desenvolvimento institucional - independência do banco central, liberalização financeira, reforço de capacidades - revela-se essencial para a eficácia. A investigação contribui com inovações metodológicas, ao mesmo tempo que oferece lições práticas: a transformação exige um desenvolvimento institucional paciente ao longo de décadas; políticas orçamentais e estruturais complementares aumentam a eficácia; o empenhamento político deve sobreviver às transições; a gestão da taxa de câmbio continua a ser fundamental quando as restrições limitam as alternativas. A experiência do Paquistão demonstra os êxitos alcançados através da reforma e os desafios persistentes para outras nações.