Por que mal utilizamos a prova técnica simplificada nos processos judiciais? Esta pergunta, aparentemente simples, encerra uma problemática complexa que afeta diretamente a efetividade da tutela jurisdicional no Brasil, especialmente no âmbito do Direito da Saúde Suplementar. A Prova Técnica Simplificada no Direito da Saúde Suplementar é uma obra indispensável para advogados, promotores, defensores públicos e magistrados que atuam nas lides envolvendo planos e seguros de saúde. O livro parte de uma inquietação real vivenciada pelo autor em sua prática forense: ao requerer a prova técnica simplificada em um processo envolvendo uma criança, deparou-se com a resistência do Ministério Público, que chegou a afirmar que tal instituto não existia no ordenamento jurídico brasileiro - quando, na verdade, está expressamente previsto no artigo 464, parágrafos 2 e 3 , do Código de Processo Civil de 2015. A obra analisa, com rigor científico e linguagem acessível, os fundamentos dogmáticos e a aplicação prática da prova técnica simplificada nas lides de saúde suplementar. Demonstra como este instrumento - mais ágil, mais econômico e igualmente eficaz para questões técnicas de menor complexidade - pode ser a diferença entre uma tutela jurisdicional célere e efetiva e anos de espera por um laudo pericial tradicional. Estruturado em cinco capítulos, o livro aborda: os fundamentos do Direito da Saúde Suplementar; a teoria geral da prova no processo civil brasileiro; a prova técnica simplificada em profundidade (requisitos, procedimento e distinção da perícia tradicional); a aplicação prática em casos de negativa de cobertura, OPME, tratamentos oncológicos e saúde mental; e tópicos avançados, incluindo tutela de urgência, dano moral, ação civil pública e perspectivas futuras do setor. Inclui modelo de petição para requerimento de prova técnica simplificada, estratégias processuais e análise jurisprudencial atualizada.